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Emissões Fugitivas

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Emissões Fugitivas

Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), por meio da Resolução 382/2006, as emissões fugitivas são definidas como lançamentos difusos na atmosfera de qualquer forma de matéria sólida, líquida ou gasosa, sendo emitida por uma fonte que não possui dispositivo projetado para dirigir ou controlar seu fluxo. Destaca-se que os principais fluidos emitidos por estas fontes são os Carbono Orgânicos Voláteis (COVs) e os poluentes atmosféricos perigosos como o metanol, o enol e o benzeno hexano (EPA, 1999). Além disso, as emissões de material particulado provocadas pelo efeito eólico também são denominadas como fugitivas (EPA, 2005).

 

Tais emissões podem ocorrer naturalmente ou serem derivadas da atuação do homem, e acarretarem graves impactos negativos a saúde e bem estar humano. Além disso, contribuem na poluição atmosférica e nas mudanças climáticas, principalmente devido as altas taxas de inserção de poluentes em um meio.

 

As emissões fugitivas possuem difícil identificação da localização de sua emissão, o que torna o controle destes poluentes ainda mais complexos. De acordo com EPA (1999), as principais fontes de emissões fugitivas são as tubulações, dutos subterrâneos, equipamentos em superfícies seladas ou impermeáveis, compressores, bombas ou válvulas de plantas industriais. Dessa forma, se tornando um grande desafio para indústrias como as de Petróleo e Gás para a adequação às leis ambientais e as normas de saúde e segurança do trabalho. Tratando-se agora de poeiras fugitivas, as principais fontes são estocagens de materiais ao ar livre, correias transportadoras, tráfego de veículos, dentre outros (EPA, 2005).

 

Alguns dos métodos mais comuns para identificação dos compostos serem detectados são absorção infra vermelho e fotoionização (PID), oxidação catalítica e a ionização por chama (FID). Assim a escolha dos equipamentos é variável de acordo com o tipo, quantidade e local de saída dos gases. No entanto, métodos alternativos para a identificação dessas emissões tem se tornado cada vez mais comuns, como é o caso dos modelos computacionais de dinâmica de fluidos, também conhecidos como Fluidodinâmicas Computacionais (CFD), que auxiliam na modelagem computacional do escoamento dos fluidos através da identificação das interferências locais (CASTELLI, 2012).

Autora: Manuella Faustina

Referencias:

Castelli, F. A.. Mecânica dos fluidos computacional integrado com o modelo térmico do corpo humano para análise de ambientes térmicos . São Paulo: Dissertação de Mestrado USP. 2012

CONAMA, 2006 – Resolução nº 382, de 26 de dezembro de 2006 – Estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas.

Curran, T. C. . Interpretation of the Definition of Fugitive Emissions in Parts 70 and 71. USEPA. 1999.

EPA. 40  CFR  Parts  9  and  49.  Final  Rule. Part II. Vol. 70. No. 67.  April, 2005.



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